terça-feira, 27 de outubro de 2009

TUDO PARECE QUE VAI DAR CERTO

sinaliza para aliança com o PMDB
Publicação: 27 de Outubro de 2009 às 00:00imprimir comentar enviar por e-email compartilhar tamanho do texto A+ A-
O senador José Agripino Maia, presidente estadual do DEM e líder do partido no Senado, descarta candidatura a vice-presidente – cuja possibilidade foi ventilada pelo presidente nacional do Democratas, deputado federal Rodrigo Maia – e afirmou que trabalha para a formação da chapa-puro sangue do PSDB à presidência da República. No caso do Rio Grande do Norte, Agripino disse que a aliança que se pensa engloba o PV, PR, PMN, PR e o PMDB. Nesta entrevista, o democrata comenta sobre a pré-candidatura da senadora Rosalba Ciarlini ao governo do Estado.

A entrevista do senador José Agripino foi concedida ao jornalista Edilson Damasceno, do Jornal de Fato, ontem em Mossoró, onde ele participou das comemorações do aniversário da senadora Rosalba Ciarlini.

Arquivo TN
José Agripino, senador e presidente estadual do Democratas

Pesquisa feita entre os Democratas apontou uma preferência da bancada pela candidatura do governador mineiro Aécio Neves à presidência da República. O líder do DEM tem alguma preferência?
Pelo mais forte. Conversei com (José) Serra durante muito tempo, assim como conversei com Aécio muito tempo. Tenho certeza de que Aécio e Serra não vão dissentir. Terão posição em comum. Agora, é normal que, neste momento, tanto Serra quanto Aécio desejem ser candidato. A minha preferência, já que eu quero a vitória, é pela união dos dois. Daí eu advogar a tese da chapa puro-sangue, abrindo mão do direito do Democratas de indicar o candidato a vice-presidente. Como quero a vitória da chapa e, até conversando com Serra, sugeri o posicionamento dos dois partidos pela chapa puro-sangue, posicionamento com o qual ele concorda. Agora isso depende de, em dezembro ou o mais breve possível, se chegar a um entendimento para saber quem é realmente o mais forte e como é que a composição da chapa ficaria mais forte. Na minha opinião, seria Serra/Aécio pelos dados de hoje.

Essa mesma pesquisa apontou que a bancada coloca o senhor como nome ideal para vice nessa chapa. O senhor cogita essa possibilidade?
Absolutamente. Sou candidato a senador, à reeleição. E advogo a tese da chapa puro-sangue com Aécio/Serra ou Serra/Aécio.

O senhor chegou a dizer que se o DEM tivesse um nome forte, o partido iria apresentar um candidato ao governo. Hoje a senadora Rosalba Ciarlini continua em posição confortável. Essa candidatura é irreversível?
Quem vai falar é o povo. O povo quer hoje, mais do que queria ontem, a candidatura de Rosalba ao governo.

O Senhor conversou com o deputado Robinson Faria recentemente. Tem alguma perspectiva de aliança?
Tem sim, uma grande perspectiva. Eu nunca abri mão da aliança dos partidos que ganharam a eleição no ano passado em Natal. O PV, com Micarla; o PR, com João Maia; o PMN e o PP, com o deputado Robinson Faria e com o deputado Fábio Faria... Ganharam a eleição de Micarla junto conosco. O Democratas foi fundamental e Rosalba teve uma participação na campanha de Micarla, fazendo campanha no momento em que Micarla estava em um bairro, Rosalba em outro e eu em outro. Então, porque não reeditarmos a aliança que foi feita e ganhou a eleição em Natal? Em Mossoró também. A aliança entre o PV e o Democratas esteve reunida e aqui (em Mossoró), com o acréscimo do PMDB. Por que não fazer a junção de Natal e Mossoró, incluindo o PMDB, já que a posição do senador Garibaldi (Filho) é francamente favorável a uma aliança conosco? Ele fala claramente que é em torno da candidatura, que é uma pré-candidatura, da senadora Rosalba. Acho que os caminhos estão ficando cada vez mais claros. Não é hora de lançar candidatura, mas as candidaturas estão postas pela boca do povo e pela preferência dos partidos. Nós apenas vamos, na hora certa, tratar de alianças e de definição de candidaturas ao Governo, à vice-governança e ao Senado.

O senhor acha que essas conversas estão mais adiantadas com Robinson ou com João Maia?
É por igual. Eles caminham por igual. Os dois têm entendimento de agirem em conjunto, que eu respeito, e as nossas conversas estão bastante avançadas com ambos.

Existe a possibilidade de entendimento com o PDT?
Por que não? Não vejo dificuldade. Agora, na hora certa.

Como ficaria, nesse caso, a prefeita Micarla de Sousa, já que ela disse que não quer aproximação com o ex-prefeito Carlos Eduardo, que não ficaria no mesmo palanque que ele?
Ao que me consta o PDT tem um comando, que é do deputado (estadual) Álvaro Dias. O ex-prefeito Carlos Eduardo acabou de se filiar ao PDT. Se tivesse que haver algum entendimento com o PDT, haveria com o comando do partido, com Álvaro Dias.

O fato do deputado federal Henrique Eduardo Alves estar inserido na coordenação da campanha da ministra Dilma Rousseff, dificulta o entendimento com o PMDB?
Veja bem, eu não quero aqui me intrometer na economia doméstica do PMDB. Essa é uma questão que vai ser resolvida nas relações entre o senador Garibaldi e o deputado Henrique. Estou repetindo a preferência, manifestada claramente, pelo senador Garibaldi, que tem dito, para quem quiser ouvir, que ele se encaminha para a pré-candidatura de Rosalba. O que nos honra muito.

A prefeita Micarla declarou que o PV gostaria, preferencialmente, de indicar o candidato a vice-governador. Como é que vai se arrumar isso, já que os deputados Robinson e João Maia querem sair candidatos ao governo?
A nossa relação com Micarla é tão franca e sincera... Foi feita uma aliança tão sem interesse, descomprometida... Apoiamos a candidatura dela sem exigir indicação de vice, sem exigir participação na administração... É uma relação tão cordial que não nos preocupa disputa ou exigência disso e daquilo. O processo vai ser conduzido pela racionalidade. Os partidos do Estado têm hoje os seus pesos específicos. O PMN e o PR têm o seu peso. O PP tem o seu peso, bem como o PV. E, dentro do clima da racionalidade, e objetivando a vitória, que é o que mais interessa, vamos fazer as alianças na hora certa. Disso ninguém tenha dúvidas. Vamos fazer aliança certa e vamos ganhar as eleições em 2010.

Nesse caso o critério será o peso eleitoral de cada partido?
Claro. O peso específico, as pretensões, a história pretérita, o que foi feito em termos de aliança ontem e o que se pode fazer amanhã. O peso específico é uma coisa muito relativa em política. Você tem peso específico, se olhar esse critério, e tem o peso específico se olhar por outro critério. Em política, o que voga é a relação/afinidade, o estabelecimento de diálogo e o desejo de vitória. Acho que entre o PV, o Democratas, o PMDB de Garibaldi objetivam, fundamentalmente, a vitória. Nas conversas com o PMN, com o PR e com o PP, estabelece-se o critério de afinidades. Temos afinidades com Robinson Faria e com João Maia de muito tempo. Já fizemos essa afinidade funcionar na eleição de Natal, no ano passado. Por que não podemos reeditar na eleição do próximo ano, de governador? Agora tudo é em estágio embrionário. Estamos exercendo as afinidades e respeitando os critérios para formarmos uma aliança forte, a qual tenho certeza de que será montada no próximo ano.

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